Sua origem.
O termo teologia tem sua origem a milhares de anos, na antiga Grécia.
A palavra teologia pode ser interpretada dessa forma theós “deus”, e logos, “estudo”, “discursos”, “raciocínio”. Essa palavra indica o estudo das coisas relativas a Deus, a sua natureza, obras e relações com o homem, etc.
Uso histórico:
No grego clássico é usado para explicar acerca de seus deuses e seus atos, lendários e filosóficos.
No estoicismo há diversos relatos místicos, referente aos deuses, são na maioria idéias naturais (racionais), a respeito deles e de questões espirituais, a religião civil no que diz respeito aos deuses, aos ritos, e às cerimônias religiosas.
Cristianismo Patrístico – Temos ai, essencialmente, uma teologia bíblica, incluindo aquilo que a bíblia diz sobre Deus e seus atos. Mas vários dos pais da Igreja adicionaram algum material oriundo dos melhores aspectos da filosofia grega, conforme se vê nos escritos de Platão, de tal forma que até termos platônicos foram usados para exprimir noções cristãs e bíblicas.
Teologia Bíblica – A teologia depende tanto da Bíblia que essa expressão, em muitos círculos, acabou significando as próprias Escrituras.
Unificação do conhecimento – Os chamados pais da Igreja, e então teólogos da Idade Média, enfatizaram a unidade da verdade e do conhecimento, dando a entender que todos os assuntos de estudos, incluindo as ciências, são ramos da teologia, visto que todas essas disciplinas de modo falam sobre os atos e as manifestações de Deus. Em tudo descobriríamos a mente de Deus, tanto na matemática como na biologia, como em qualquer outra matéria de estudo.
Teologia como termo genérico – No uso moderno o termo veio indicar certo número de disciplinas inter-relacionadas, como a teologia dogmática (sistemática), a teologia bíblica, a teologia moral, etc.
Tipos de Teologia:
Teologia Bíblica – A Bíblia é, virtualmente, a única fonte informativa; e mesmo quando há apelo a outras fontes, elas são sistematicamente classificadas.
Teologia Dogmática (Sistemática) – As denominações protestantes e evangélicas produzem seus próprios credos sistematizados. Doutrinas que a Bíblia meramente sugere (ali a Bíblia continua sendo a principal, embora não a única fonte informativa, exceto no liberalismo) são promovidas à posição de doutrinas explicitas. Procura-se fazer os mais completos estudos sobre ensinos bíblicos como a Trindade, a encarnação, a expiação, a Igreja, as ordenanças, as ultimas coisas, etc. A teologia sistemática por muitas vezes vai além daquilo que a Bíblia ensina; e meras implicações bíblicas já se tornam ali dogmas rígidos.
Teologia Moral – Os cristãos preferem-na chamar de ética cristã. Esta em pauta a conduta cristã ideal. Até bem dentro dos tempos modernos, a Bíblia era o principal, ou mesmo o único manual de conduta. Mas atualmente os filósofos-teólogos preferem apelar para outras fontes, vantajosas ou não.
Teologia Pastoral – A teologia pastoral consiste em instruções aos ministros das igrejas locais, acerca de como deverão tratar a sua gente. Em certo sentido, é a ciência da cura de almas. No seu sentido prático, a teologia pastoral aborda os ritos, os cultos e as expressões religiosas práticas.
Teologia Mística – Essa é a teologia que estuda acerca de como a alma pode ter acesso direto e comunhão com Deus, mediante as experiências místicas. E isso de maneira externalizada, como nas visões, nas profecias ou na iluminação, ou de maneira subjetiva, como na intuição.
Teologia Litúrgica – Essa teologia aborda as formas de adoração, e de que modo essas formas devem ser praticadas nas igrejas locais.
Teologia Filosófica – E a filosofia empregada a fim de examinar, organizar e explicar melhor a teologia. A realidade é examinada filosoficamente. Deus aparece como parte dessa realidade, como também a alma.
Teologia da Riqueza (Prosperidade) – Por toda parte a Bíblia ensina que Deus é o criador, o proprietário de todas as coisas. Só ele é o criador e o distribuidor de riquezas. A riqueza é um dom de Deus. Em Deuteronômio 8:18, Israel foi instruído: “Antes te lembrarás do Senhor teu Deus, porque é ele que te dá força para adquirires riquezas...” O cristão, pois, é apenas um administrador das riquezas pertencentes a Deus. Na aplicação da parábola dos talentos, porém, Cristo diz que ele merece um lucro em face do investimento.
A possibilidade da Teologia:
Um pré-requisito para se construir um sistema teológico é provar que o conhecimento
teológico é possível. Jesus diz que “Deus é Espírito” (João 4:24); ele transcende a
existência espaço-temporal do homem. A questão que então se levanta diz respeito a
como os seres humanos podem conhecer algo sobre ele. Deuteronômio 29:29 tem a
resposta:
As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, o nosso Deus, mas as reveladas
pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre, para que sigamos todas as
palavras desta lei (Deuteronômio 29:29).
Deus revelou sua existência, atributos e exigências morais a todo ser humano, incluindo
tal informação dentro da mente do homem. A própria estrutura da mente humana inclui algum conhecimento sobre Deus. Esse conhecimento inato, conseqüentemente, faz com que o homem reconheça a criação como à obra de um criador. A grandeza, magnitude e o desígnio complexo da natureza servem para lembrar ao homem de seu conhecimento inato sobre Deus.
Os teólogos chamam isso de REVELAÇÃO GERAL. Esse conhecimento de Deus é inato
na mente do homem e não se origina da observação do mundo externo. O homem não infere do que ele observa na natureza que deve existir um Deus; antes, ele conhece o Deus da Bíblia antes de ter acesso a qualquer informação empírica. A função da observação é estimular a mente do homem a recordar esse conhecimento inato de Deus, que foi suprimido pelo pecado, e é também por esse conhecimento inato que o homem interpreta a natureza.
Toda pessoa tem um conhecimento inato de Deus, e para onde quer que ele olhe, a
natureza lembra-se disso. Todos os seus pensamentos e todas as suas experiências dão
testemunho irrefutável da existência e dos atributos de Deus; a evidência é inescapável.
Portanto, aqueles que negam a existência de Deus são acusados de suprimir a verdade pela sua perversão e rebelião, e ao reivindicaram ser sábios, tornaram-se loucos (Romanos 1:22). Em outras palavras, a revelação geral de sua existência e atributos por toda a sua criação – isto é, o conhecimento inato do homem e as características do universo – deixam aqueles que negam a sua existência sem escusa, e assim eles são justamente condenados.
Embora uma pessoa tenha um conhecimento inato da existência e dos atributos de Deus, e o universo criado sirva como um lembrete constante, a revelação geral é insuficiente para conceder conhecimento salvífico de Deus e de informação impossível de ser assim obtida. Assim, Deus revelou o que Lhe agradou nos mostrar através da revelação verbal ou proposicional – isto é, a Escritura. Essa é a sua REVELAÇÃO ESPECIAL. Através dela, se ganha informação rica e precisa concernente a Deus e às suas coisas. É também através da Escritura que uma pessoa pode obter um conhecimento salvífico de Deus.
O conhecimento de Deus é também possível somente porque ele fez o homem à sua própria imagem, de forma que há um ponto de contato entre os dois, a despeito da
transcendência de Deus. Animais ou objetos inanimados não podem conhecer a Deus como o homem, mesmo se lhes fosse dada sua revelação verbal.
Referências:
Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia - Russel Norman Champlin - Editora Hagnos
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